Biografia

1880 ~ 1923

Mário Pinheiro

Mário Pinheiro, cantor e violonista, nasceu em Campos, RJ, em 1880 e morreu aos 43 anos no Rio de Janeiro em 10/1/1923.

Filho de uma enfermeira cearense, estreou sua vida artística como palhaço de circo de terceira categoria, logo passando a cantar no Passeio Público, geralmente acompanhando-se ao violão. Barítono, tornou-se no melhor cantor brasileiro do início do século.

Junto com Bahiano, Cadete, Nozinho e Eduardo das Neves, formou o quadro de cantores, contratados por Fred Figner da Casa Edison no Rio de Janeiro, que realizou as primeiras gravações no Brasil, iniciadas em 1902. Gravou modinhas, lundus, cançonetas e, nos selos de seus discos, era creditado simplesmente o nome Mário.

Mário, por ter uma e voz e dicção privilegiada, tornou-se o principal anunciador dos discos Edison.

Participou em 1909 da programação de inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde representa o personagem Tapir, na ópera Moema, de autoria de Delgado de Carvalho.

Por volta de 1910, viaja para os EUA e grava aproximadamente 100 discos, inicialmente na Colúmbia e posteriormente na Victor.

Por volta de 1912, segue para a Itália onde, estudando canto, chega a apresentar-se no Teatro Scala, de Milão. Na Itália casou-se com a harpista Aída, que lhe deu dois filhos.

Em 1917 volta para o Brasil como baixo-cantante de uma companhia lírica e começa a gravar na Odeon.

Em setembro de 1918 participa de uma noite em homenagem a Catulo da Paixão Cearense no Teatro São Pedro (hoje João Caetano), no Rio.

Em 1920, com a soprano Zola Amaro, interpreta a ópera Condor de Carlos Gomes no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

A partir daí, com o aparecimento de novos cantores, sua carreira e saúde declinam, chegando a ser internado na Casa de Saúde Afonso Dias. Seus dias difíceis culminaram na separação da mulher e, em 1923, falece na mais plena miséria.

 

Principais sucessos: 

 

  • A casa branca da serra, Miguel Emídio Pestana e Guimarães Passos (entre 1904 e 1909)

  • Casinha pequenina, autor desconhecido (entre 1904 e 1909)

  • Cora, Chiquinha Gonzaga (1908)

  • Corta-jaca, Chiquinha Gonzaga, em dueto com Pepa Delgado (1902)

  • O gondoleiro do amor (1ª e 2ª parte), Salvador Fábregas e Castro Alves (entre 1906 e 1909)

  • O matuto, Marcelo Tupinambá e Cândido Costa (1918) O matuto com Mário Pinheiro (1918)

  • O vendeiro e a mulata, autor desconhecido, em dueto com Pepa Delgado (1904)

  • Os boêmios, Anacleto de Medeiros e Catulo da Paixão Cearense (entre 1904 e 1919)

  • Perdão, Emília, Juca Pedaço e o português José Henriques da Silva (nas adjacências de 1905)

  • Talento e formosura, Catulo da Paixão Cearense e Edmundo Otávio Ferreira (entre 1904 e 1909)

  • Uma festa na Penha, autor desconhecido, em dueto com Eduardo das Neves


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